A longa lista de escândalos do Senado brasileiro chegou às páginas da revista britânica "The Economist", uma das mais conceituadas do mundo. Com o sugestivo título de "Casa de Horrores", a publicação relembra o escândalo dos atos secretos, a residência de R$ 4 milhões omitida pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), da Justiça Eleitoral, os negócios de crédito consignado de seu neto José Adriano Sarney, dentro do Senado, além da farra das passagens aéreas e o castelo de R$ 5 milhões não declarado à Receita Federal pelo ex-diretor Agaciel Maia.
Com o irônico subtítulo "O que os parlamentares britânicos podem aprender com os senadores brasileiros" - por conta de recentes escândalos na Inglaterra em que deputados foram pegos usando dinheiro público para pagar contas particulares - a reportagem começa lembrando outros detalhes da vida no Senado com que os brasileiros já estão acostumados: 10 mil servidores para tomar conta de apenas 81 senadores, plano de saúde gratuito e vitalício para os parlamentares, auxílios-moradia generosos. "Um ex-servidor conta que seus colegas costumam dizer que o Senado era como uma mãe para eles. Outros o comparam a um clube", diz a revista.
A "The Economist" conta, ainda, que senadores de todos os espectros políticos estão envolvidos, citando o caso de Arthur Virgílio (PSDB-AM), que teve uma conta de seu hotel em Paris paga por Agaciel Maia. Sarney, na reportagem, é apontado como um "sobrevivente" e o prognóstico da revista é de que ele deverá manter a cadeira de presidente do Senado, lembrando a defesa do senador feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu interesse em manter o PMDB como aliado.
"Em um período em que a economia apenas começa a ressurgir de uma recessão, a saga dos atos secretos lembra aos brasileiros que seus políticos nunca impõem austeridade a eles mesmos. Também por relembrar os defeitos de alguns aliados de Lula e a disposição deste para fechar os olhos a escândalos quando isso lhe serve", finaliza a "The Economist".
"Beethoven"
A tourist in Vienna is going through a graveyard and all of a sudden he
hears some music. No one is around, so he starts searching for the source.
He finally locates the origin and finds it is coming from a grave with a
headstone that reads: Ludwig van Beethoven, 1770-1827. Then he realizes
that the music is the Ninth Symphony and it is being played backward!
Puzzled, he leaves the graveyard and persuades a friend to return with him.
By the time they arrive back at the grave, the music has changed. This time
it is the Seventh Symphony, but like the previous piece, it is being played
backward. Curious, the men agree to consult a music scholar.
When they return with the expert, the Fifth Symphony is playing, again
backward. The expert notices that the symphonies are being played in the
reverse order in which they were composed, the 9th, then the 7th, then the
5th.
By the next day the word has spread and a throng has gathered around the
grave. They are all listening to the Second Symphony being played backward.
Just then the graveyard's caretaker ambles up to the group. Someone in the
crowd asks him if he has an explanation for the music.
"Don't you get it?" the caretaker said. "He's decomposing!"
Todos os cogumelos são comestíveis, alguns apenas uma vez...
A velha máxima da política segundo a qual é possível saber como começa uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas não há maneira de prever como ela irá terminar se enquadra à perfeição na CPI da Petrobras. Num Congresso com CPIs recentes que terminaram de maneira insólita - Cartões e dos Grampos, por exemplo -, a investigação da estatal pode ser vista por alguns políticos como um instrumento de redenção. A lista de suspeitas que cercam a estatal do petróleo é extensa. O rol inclui desde controversas decisões administrativas, como a manobra contábil para deixar de recolher mais de R$ 4 bilhões em impostos, até suspeitas de irregularidades nos contratos milionários, que passaram a se repetir desde o emblemático caso do jipe Land Rover que o ex-dirigente petista Silvio Pereira ganhou de uma empreiteira contratada pela empresa.
"Das estatais, a Petrobras é sem dúvida a mais enigmática, a que esconde seus segredos numa verdadeira caixa-preta", diz o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento para instalar a CPI e, desde já, candidato assumido ao posto de relator da comissão. Pelo regimento, a CPI deve se restringir aos casos incluídos no requerimento. No texto, estão relacionados indícios de fraudes em licitações para reforma e construção de plataformas e denúncias de desvio na distribuição de royalties. O requerimento, porém, é genérico o suficiente para permitir que outros casos também sejam investigados.
Na Polícia Federal, há inquéritos sobre fraude envolvendo dirigentes da estatal, cujo aparelhamento pelo PT e partidos aliados só faz aumentar as chances de os casos de polícia se converterem em crise política. Há, também, a proximidade suspeita com ONGs e prefeituras que fecham convênios milionários com a Petrobras. Os senadores também vão querer explicações sobre o empréstimo de R$ 2 bilhões tomados junto à CEF e sobre o preço do combustível vendido a termelétricas do Norte, a preços acima da média de mercado, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica Elétrica (Aneel). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
da Efe
O boxeador mexicano Benjamín Flores morreu nesta terça-feira em um hospital de Dallas, nos Estados Unidos, por conta dos golpes recebidos em uma luta disputada há cinco dias pelo título americano de peso super galo. A morte foi confirmada por representantes da Confederação Americana de Boxe.
Flores, 25, não conseguiu sair do estado de coma no qual chegou ao hospital depois que foi retirado do ringue inconsciente.
O pugilista mexicano, com uma marca de 19 vitórias e três derrotas, enfrentou o americano Al Seeger em uma luta que não terminou, já que o juiz, o americano Laurence Cole, interrompeu o combate no oitavo assalto ao observar que o boxeador não respondia aos ataques do rival.
De acordo com Bob Lenhardt, advogado da Confederação Americana de Boxe, Flores precisou receber a ajuda dos auxiliares para chegar ao corner e, posteriormente, perdeu a consciência, sendo levado imediatamente ao hospital Parkland, em Dallas, onde morreu.
(Segunda parte)
Repasses caem 66% em 2008
Embora o repasse de recursos públicos para entidades privadas sem fins lucrativos ligadas ao MST tenha caído 66% em 2008 na comparação com 2005, quando essas transferências atingiram o pico de R$ 40,9 milhões, é preciso restituir o erário se comprovada alguma irregularidade nesses convênios. Essa é a avaliação de Paulo Pegoraro, advogado que defende a responsabilização civil do MST, apesar da falta de personalidade jurídica do movimento.
Pegoraro afirma que, apesar da estrutura bem montada e “invejável coordenação para manifestações”, o MST resiste, propositalmente, a adotar personalidade jurídica, justamente para evitar que seu patrimônio seja atingido por ações judiciais. “O movimento não reconhece expressa e claramente que utiliza entidades constituídas regularmente a fim de angariar os recursos, inclusive públicos, necessários às suas atividades”, destaca o advogado.
“Não é tarefa fácil, para aqueles que tiveram contra si atos de invasão de propriedade privada, ressarcirem-se de eventuais prejuízos causados pelos sem-terra”, admite Pegoraro. No entanto, o advogado acredita ser muito mais simples identificar, comprovar e punir irregularidades quando eles ocorrem em convênios com essas entidades, pelas quais alguém é responsável por responder. “Se existe um caminho de ida (dos recursos), também deve existir o de volta, se comprovados os desvios de finalidade dos recursos públicos”, conclui Pegoraro.
No início deste mês, o TCU multou em R$ 4 mil três gestores do Incra por irregularidades na fiscalização e assinatura de convênios firmados com a Associação Nacional de Apoio à Reforma Agrária (Anara), apontada como paralela ao Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST). O TCU também convocou o coordenador-presidente da associação na época da execução dos acordos, Bruno Costa Maranhão, para que comprove a realização de três convênios ou recolha, solidariamente com a instituição, o valor de R$ 4 milhões.
Os ministros do TCU suspeitam que parte dos recursos tenha financiado as invasões promovidas pelo MLST na Câmara dos Deputados, em 2006. O tribunal pretende empregar os "moldes policiais", já usados pelo órgão para detectar os grupos econômicos que recorrem a "laranjas" para fraudar licitações. No caso dos sem-terra, o TCU tentará localizar dirigentes e endereços comuns ao movimento e às entidades que recebem as verbas.
De acordo com a legislação brasileira (8.629/93), “a entidade, organização, pessoa jurídica, movimento ou sociedade de fato que, de qualquer forma, direta ou indiretamente, auxiliar, colaborar, incentivar, incitar, induzir ou participar de invasão de imóveis rurais ou de bens públicos, ou em conflito agrário ou fundiário de caráter coletivo, não receberá, a qualquer título, recursos públicos”. Caso isso seja identificado e a transferência ou repasse dos recursos públicos já tiverem sido autorizados, a administração pública terá o direito de retenção e rescisão do contrato, convênio ou instrumento similar.
Caminho das pedras
Coincidências à parte, as relações entre MST, Anca, Concrab, Iterra e o Cepatec são também estreitas no mundo virtual. O Cepatec, por exemplo, presta serviços ao portal oficial do MST na internet, como responsável por realizar o direcionamento do servidor do site (apontar o endereço IP, para os informatizados) sempre que é feita uma requisição de acesso ao endereço www.mst.org.br . Esse mesmo “link” está registrado em nome da Anca, tal como o portal do Iterra, criado em 2006, e da Concrab, criado em 2004 – este sob a chancela de Gislei Siqueira.
Desde 2006, o Contas Abertas publica uma série de matérias sobre os repasses de recursos públicos a entidades ligadas ao MLST e MST. Em uma das matérias, por exemplo, logo após a invasão do MLST ao Congresso Nacional em 2006, o CA divulgou que o Incra teria repassado significativo volume de recursos à Anara, intimada no início deste mês pelo TCU.
O Contas Abertas ainda entrou em contato com o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Marinus Marsico, a quem será enviado, oficialmente, o novo levantamento nesta semana. Segundo o procurador, as informações serão apreciadas e apuradas com a devida atenção. Informado pela Folha sobre o conteúdo da reportagem, o MST não quis se manifestar.
Milton Júnior e Leandro Kleber
Do site Contas Abertas
Primeira parte
Levantamento inédito realizado pelo site Contas Abertas (http://contasabertas.uol.com.br) mostra que, ao contrário do que se pensava, o número de organizações que têm ou já tiveram seus dirigentes ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) não se restringe a apenas quatro entidades. Ao todo, são pelo menos 43 entidades privadas sem fins lucrativos, cujos responsáveis por assinar convênios com a União aparecem citados, inclusive em fontes oficiais, como membros, líderes, coordenadores ou dirigentes do movimento nos últimos seis anos.
O montante envolvido nos repasses da União para essas entidades chega a R$ 151,8 milhões, distribuídos em quase mil convênios celebrados, desde 2002, entre o governo federal e entidades de desenvolvimento agrário. E, embora algumas relações financeiras tenham sido suspensas por “grave irregularidade”, o levantamento mostra que recursos públicos continuaram sendo transferidos, desta vez por meio de outras entidades, até então desconhecidas. Só no ano passado foram R$ 14 milhões em repasses para essas entidades e, em 2009, até o último dia 13, pouco mais de R$ 6,4 milhões. Por lei, é vedado o financiamento de movimentos sociais que invadem imóveis rurais ou bens públicos e, caso isso seja identificado, a transferência ou repasse dos recursos públicos deve ser interrompido.
Neste mesmo período, cerca de R$ 23,2 milhões foram pagos por meio de contratos considerados, em algum determinado tempo, inadimplentes e cujos pagamentos foram suspensos. Alguns deles, por terem sido identificadas irregularidades na execução física e financeira no convênio. Outros, por não ter havido a apresentação da prestação de contas ou por instauração de tomada de contas especial, instrumento de que dispõe a administração pública para ressarcir-se de eventuais prejuízos causados por irregularidade.
Neste novo levantamento, o Contas Abertas (CA) consultou no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) o nome de todos os responsáveis por convênios celebrados entres as entidades privadas sem fins lucrativos e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra. De posse dos nomes, ampliou-se o levantamento para buscar os recursos repassados pelo MDA às entidades. Ainda de posse dos nomes, uma busca minuciosa na internet permitiu identificar o vínculo, assumido publicamente, entre estes personagens e o movimento dos sem-terra. Em uma parceria entre o CA e o jornal Folha de S.Paulo, especificamente com a jornalista Marta Salomon, coube à jornalista entrar em contato com os agentes envolvidos citados na matéria. As informações apuradas foram encaminhadas, por escrito, ao CA.
A Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca) permanece no topo da lista de entidades ligadas ao MST que mais receberam recursos. Aproximadamente R$ 22,3 milhões foram repassados à entidade por meio de convênios celebrados entre 2002 e 2009. Alguns destes foram celebrados por Adalberto Greco, por exemplo, que além de assumir alguns contratos da Anca, também pactuou com o governo federal como responsável pela Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária (Concrab), segunda entidade que mais recebeu recursos públicos. No último dia 6, Adalberto Greco e a Anca tiveram os bens bloqueados pela Justiça, após o Ministério Público Federal ter ingressado com ação civil de improbidade administrativa em razão de repasses indevidos ao MST.
Outra parte dos recursos federais repassados à Anca, também entre 2004 e 2005, foi feita por meio de convênios assinados por Gislei Siqueira Knierim, citada no relatório “em separado” da CPMI da Terra como ex-dirigente da associação. O montante soma quase R$ 3 milhões em repasses. Segundo o relatório, de autoria do deputado Abelardo Lupion, foi apresentada à CPMI um requerimento pedindo a quebra do sigilo bancário e fiscal de Gislei Siqueira, para apurar a suspeita de transferência de R$ 19,5 mil de uma conta do convênio para a conta particular da ex-dirigente da organização. O pedido foi negado. O último contrato assinado por Gislei Siqueira, como responsável pela Anca, data de 23 de dezembro de 2005, por meio do qual foi repassado R$ 1,5 milhão à associação. A partir daquele ano, foi suspensa a celebração de novos contratos entre Anca e o governo federal.
Ainda em 2005, outra entidade passa a receber cem vezes o valor que recebera no ano anterior, por meio de convênios firmados, na maior parte, com o Incra. Trata-se do Centro de Formação e Pesquisa Contestado (Cepatec), que recebeu cerca de R$ 5,8 milhões desde 2003, em 18 convênios celebrados com a União. Com exceção de seis destes convênios, os demais foram assinados também pela ex-dirigente da Anca, Gislei Siqueira.
O primeiro contrato assinado por ela, desta vez à frente do Cepatec, foi celebrado ainda em 2005 (julho), quando a Anca imergia em sucessivas denúncias de irregularidades e era submetida a auditorias. Apesar de os convênios assinados por Gislei, como responsável pelo Cepatec, terem sido maiores que os valores recebidos em nome da Anca, a entidade permaneceu na condição de adimplente, o que lhe permitiu continuar a receber recursos públicos federais.
O último e maior contrato assinado entre Gislei Siqueira e o Incra foi celebrado em dezembro de 2006, cerca de um ano após os escândalos que a envolveram em irregularidades, quando ainda era dirigente da Anca. Por este acordo, o Cepatec recebeu R$ 1,3 milhão com o objetivo de “promover a capacitação e qualificação de trabalhadores assentados, lideranças rurais e jovens estudantes beneficiados da reforma agrária”.
Na justificativa para a celebração deste, que seria o último pacto financeiro com o governo federal, um argumento, no mínimo, diferente para explicar a necessidade do convênio do Cepatec. “Apesar do compromisso do governo brasileiro com a gestão do campo, há setores da sociedade, sobretudo o latifúndio, que não vêem os gastos coletivos da reforma agrária”, descreve o documento de consulta de transferência. O pagamento dos recursos foi efetuado em apenas duas etapas. Uma em 31 de janeiro de 2007 e outra em 31 de dezembro do mesmo ano. Destaque para a expansão dos recursos federais conveniados com o centro de formação, que em 2004 foi de R$ 6,7 mil e em 2005 passou para R$ 2,3 milhões.
Conforme apurou a jornalista Marta Salomon, Gislei Siqueira foi localizada no escritório nacional do MST, em Brasília, este mês. A ex-dirigente da Anca afirmou, por telefone, que já não responde mais pelo Cepatec e garantiu à jornalista que lhe daria o contato com a assessoria da entidade. Até o fechamento da matéria, no entanto, ela não retornou à ligação. Em uma última tentativa de contato, uma telefonista atendeu a ligação e informou que ali funcionava o MST e não o Cepatec.
Sobre as justificativas diferentes declaradas nos convênios, que falam em latifúndio, por exemplo, o presidente do Incra, Rolf Hackbart, declarou que é um texto inadequado para traduzir o objetivo do convênio. Além disso, Hackbart diz já ter orientado os responsáveis para que especifiquem melhor os objetivos e justificativas do convênio.
Convênios entre representantes do MST e Ministério da Saúde
Outra entidade que teve significativo salto nos valores conveniados com a União é o Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac), que de R$ 430 mil em 2006 passou para R$ R$ 4,1 milhões em 2007 – um aumento de 854%. Os responsáveis pela entidade, Paulo Ueti Barasioli e Gustavo Augusto Gomes, são também representantes oficiais do MST junto ao chamado “Grupo da Terra”, do Ministério da Saúde, instituído em 2005 e designado a acompanhar as políticas públicas de saúde para a população do campo e da floresta. Nos últimos dois anos, Barasioli foi responsável por convênios firmados com o próprio ministério que o reconheceu como representante do movimento sem-terra, junto ao Fundo Nacional de Saúde.
Segundo informa o Ministério da Saúde, o órgão não faz convênio com pessoas físicas, mas com uma entidade. “Não consta que o Itac tenha participado de invasão”, avalia o ministério. Segundo o diretor financeiro do instituto, Gustavo Augusto Gomes, existe vínculo da entidade com o MST, já que eles trabalham com reforma agrária “e o campo é o MST”.
“Na diretoria não tem mais gente que divide o trabalho (no instituto) com a militância. Essa mudança teria acontecido em 2006, quando o Itac transferiu a sede para Brasília e assumiu perfil nacional”, afirmou Gomes à Folha. Atualmente, a sede do instituto divide um espaço comercial com a Concrab, no centro de Brasília. Ambos os representantes do Itac passaram a assinar convênios com o governo federal em dezembro de 2006, mas apenas Barasioli permaneceu à frente dos convênios do instituto nos anos seguintes.
Convênios entre representantes do MST e Ministério do Desenvolvimento Agrário
A segunda organização que mais recebeu recursos públicos por meio de convênios entre 2002 e 2009 foi a Concrab, remunerada com R$ 14,8 milhões. Também no pódio das campeãs está a Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos (Cooptec), que recebeu R$ 10,3 milhões da União. Desse montante, 91% foi repassado em convênios celebrados por Álvaro Delatorre, que esteve à frente dos convênios da cooperativa entre os anos de 2003 e 2005 e aparece relacionado ao MST em boletim oficial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Um deles, celebrado ainda em 2004, tratava de assistência técnica para famílias assentadas, por meio do qual foram transferidos R$ 8,3 milhões. Na justificativa oficial para a necessidade do convênio, o financiamento seria uma “alternativa viável para solução de problemas básicos da sociedade brasileira”.
Segundo Delatorre, os recursos repassados a título de suporte técnico só foram recebidos mediante a análise das prestações de contas. Sobre o relacionamento com o MST, Delatorre admitiu estar ligado aos assentamentos do movimento sem-terra. “A cooperativa atua nos assentamentos, que têm as lideranças dos assentados. Então essa relação é, na prática, cotidiana lá no assentamento”, afirma o responsável pela Cooptec. Mas ele garante que o convênio é com a Cooptec e não com o MST. “É que misturam, falam que é repasse para o MST, porque a entidade é ligada ao movimento. Mas são coisas diferentes. A cooperativa foi conveniada com o Incra pra prestar serviço de assistência técnica”, declara.
Procurado pela reportagem da Folha de S. Paulo, o presidente do Incra, Rolf Hackbart, afirmou que “tanto faz se as pessoas que dirigem essas entidades sejam do movimento A, B ou C". Hackbart alegou que precisa de parcerias para executar políticas públicas em mais de oito mil assentamentos distribuídos em 80 milhões de hectares e que envolvem mais de um milhão de famílias. Para ele, dada a necessidade de o Estado fazer convênios para realizar seus programas, é fundamental que o convênio atinja seus objetivos e que o recurso seja corretamente aplicado.
Também no topo da lista estão os R$ 9,6 milhões repassados à Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina (Cooptrasc), entidade que, inclusive, mais recebeu em 2009 (R$ 1,9 milhão) entre as 43 listadas. Assinou como responsável pela Cooptrasc, de 2003 a 2008, Joel José Tomazi, citado como membro, líder e coordenador do MST em diversos boletins nacionais e internacionais. Outro responsável pela cooperativa, em convênios firmados com o governo federal em 2003, é Alvaro Santin, também citado como coordenador do movimento sem-terra em boletim oficial da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.
De acordo com o responsável pela cooperativa, Marcelo Kelh, a entidade cuida da capacitação dos assentados, sobretudo assistência técnica. “Prestamos assistência técnica nos assentamentos aqui em Santa Catarina, que foram uma conquista do MST”, afirma. Kelh revela que todas as prestações de contas foram aprovadas e informa que Joel Tomazi foi eleito vereador, motivo que o afastou da direção da Cooptrasc.
Já Santin disse não fazer mais parte da direção da entidade porque preside a Cooperativa Central de Reforma Agrária de Santa Catarina, da qual a Cooptrasc é associada. Além disso, afirma que a cooperativa atua como empresa e aplica o dinheiro nos fins para os quais foi destinado. A Cooperativa Central do estado também aparece na relação de entidades cujos responsáveis têm ou já tiveram relação com o MST. Entre 2003 e 2007, a entidade recebeu cerca de R$ 507,2 mil do governo federal.
Segundo o ministro do MDA, Guilherme Cassel, o repasse de dinheiro público para financiar o MST é inaceitável, mas acredita que contratar serviços de uma entidade não significa financiar o movimento. “Não posso ser discricionário. Não vou deixar de fazer convênio porque alguns diretores são vinculados a determinado movimento, partido ou religião. Há critérios objetivos para lidar com dinheiro público”, afirmou Cassel. Para o ministro, seria autoritarismo de sua parte bloquear os convênios.
(...continua)
The Blonde's Revenge
A lawyer and a blonde woman are sitting next to each other
on a long flight from LA to NY. The lawyer leans over to her and
asks if she would like to play a fun game. The blonde is tired and
just wants to take a nap, so she politely declines and rolls over to
the window to catch a few winks. The lawyer persists, saying that
the game is really easy and a lot of fun.
He explains how the game works: "I ask you a question, and if you
don't know the answer, you pay me, and visa-versa."
Again, she politely declines and tries to get some sleep.
The chauvinistic lawyer figures that since his opponent is a blonde
he will easily win the match, so he makes another offer:
"Okay, how about this: If you don't know the answer you pay me
only $5, but if I don't know the answer, I will pay you $50."
This catches the blonde's attention and, figuring that there will
be no end to this torment unless she plays, she agrees to the game.
The lawyer asks the first question. "What's the distance from the
earth to the moon?"
The blonde doesn't say a word, reaches in to her purse, pulls out
a five-dollar bill, and hands it to the lawyer.
Now, it's the blonde's turn. She asks the lawyer, "What goes up a hill
with three legs, and comes down with four?"
The lawyer looks at her with a puzzled look. He takes out his laptop
computer and searches all his references. He taps into the Airphone
with his modem and searches the Net and even the Library of Congress.
Frustrated, he sends E-mails to all his co-workers and friends he knows.
All to no avail.
After over an hour of searching for the answer he finally gives up.
He wakes the blonde and hands her $50.
The blonde politely takes the $50 and turns away to get back to sleep.
The lawyer, who is more than a little frustrated, wakes the blonde and
asks, "Well, so what's the answer? What goes up a hill
with three legs and comes down with four?"
Again without a word, the blonde reaches into her purse, hands the
lawyer $5, and goes back to sleep.
Nem ditadura, nem democracia, o Brasil inaugura uma nova forma de governo: A cleptocracia !
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The Magician and the Parrot
A magician worked on a cruise ship in the Caribbean. The audience was
different each week, so the magician allowed himself to do the same
tricks over and over again. There was only one problem: the captain's
parrot saw the shows each week and began to understand how the
magician did every trick. Once he understood, he started shouting in
middle of the show: "Look, it's not the same hat!" "Look, he's
hiding the flowers under the table." "Hey, why are all the cards the
ace of spades?" The magician was furious but couldn't do anything. It
was, after all, the captain's parrot.
One day the ship had an accident and sank. The magician found
himself on a piece of wood in the middle of the sea with, as fate
would have it, the parrot. They stared at each other with hatred but
did not utter a word. This went on for a day and then another. On
the third day, the parrot could not hold back: "Okay, I give up.
Where's the boat?"
Essa notícia de rodape de página (no caso de tela de computador) merece um comentário (irônico).
Esse jornalista frustrado, que foi chutado da Globo e recentemente do IG (site) onde tinha um blog, não enxerga a própria insignificância que seus comentários têm. Se juízes federais e delegados não conseguem nada contra o Dantas, será que ele acredita mesmo que um chefão de máfia desses vai perder um minutinho se preocupando em mandar perseguir um zé ruela como o Amorim? Tem que ter uma autoestima muito elevada. Ou será que ele acha que por ser um lambe-botas do lula e do chaves tem alguma importância no cenário político? Tem cada figurinha... ![]()
da Folha de S.Paulo 27/01/09
O jornalista Paulo Henrique Amorim pediu à Polícia Federal que investigue suposta perseguição contra ele e sua família "por indivíduos a mando" do banqueiro Daniel Dantas e do governador José Serra (PSDB). Disse que dará detalhes à PF.
Começo a ter minhas dúvidas sobre quem na realidade comanda a segurança no estado:
22/12/2008 -
PCC ameaça executar PMs que mataram líder da facção
São Paulo - O Primeiro Comando da Capital (PCC) jurou de morte os policiais militares que mataram Carlos Antonio da Silva, de 30 anos, o Balengo, um dos líderes da facção. Ele foi morto após assaltar um banco em Guarulhos, na Grande São Paulo, ser perseguido e trocar tiros com PMs no Tremembé, zona norte. Por causa das ameaças, PMs pediram transferência para o interior. Mas não foram atendidos pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC).
Com medo de morrer, os policiais militares mudaram seus hábitos. Casado e pai de três filhos, o sargento não vai mais para a casa. O trajeto na chegada e saída do trabalho foi alterado. No carro, anda com a pistola e dois carregadores prontos para usar em caso de necessidade. O soldado amigo dele tomou as mesmas precauções. E tirou a família de casa.
Os PMs participaram da perseguição a Balengo e foram os primeiros a entrar na casa onde o criminoso se refugiou e fez uma família refém. No mesmo imóvel, o soldado Ailton Tadeu Lamas, de 44 anos, foi morto com tiro de fuzil por Elielton Aparecido da Silva, o outro assaltante. O soldado e o sargento ameaçados pelo PCC foram afastados temporariamente do patrulhamento de rua. Ambos foram incluídos no Programa de Acompanhamento Policial Militar (PAPM), conhecido antigamente como Proar, que atende PMs envolvidos em troca de tiros. A perseguição deixou uma vítima de bala perdida: Leandro Rodrigues morreu no hospital. Outras 12 pessoas ficaram feridas, entre elas, nove PMs.
A primeira denúncia de ameaça chegou ao conhecimento da PM em 13 de novembro, seis dias após a morte de Balengo, graças à interceptação telefônica. Na ligação, interlocutores afirmavam que o PCC iria vingar a morte de seu ex-líder. Outra denúncia informava sobre um Omega prata. O carro seria usado num eventual ataque ao sargento. Policiais do serviço de inteligência da PM identificaram o veículo. O Omega está em nome do parente de um ex-soldado que trabalhava na região do 5º Batalhão da PM. Ele teria sido expulso da corporação pela acusação de assassinato. Depois disso, foi acusado de envolvimento em mais crimes.
Outras ameaças
A Polícia Militar soube ainda de outras ameaças aos dois PMs durante os 28 dias em que eles permaneceram no PAPM. No final do curso, os policiais deveriam ser transferidos para as unidades escolhidas. Mas, segundo colegas de farda, o Comando Geral não aceitou o pedido por entender que não havia vaga. Ambos foram retirados do patrulhamento de rua há uma semana.
A 5ª Seção do Estado-Maior da PM informou que o sargento e o soldado recebem apoio do departamento de vítimas ameaçadas de homicídios. O setor pertence à Corregedoria da PM. Em relação à transferência dos dois PMs, a 5ª Seção informou que o CPC ofereceu uma das 34 unidades da capital. Porém, o soldado e o sargento não aceitaram. Ainda de acordo com a 5ª Seção, o Comando Geral estuda outros locais para que os PMs possam trabalhar. Por razões de segurança, eles não foram revelados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Verbas “indenizatórias” custam mais de R$ 500 mil por mês para a Câmara de São Paulo
São Paulo - Os 55 vereadores paulistanos apresentaram nos últimos 15 meses despesas reembolsáveis que somam R$ 7,5 milhões, de acordo com dados apresentados pela Câmara de São Paulo e organizados pelo projeto Excelências, da Transparência Brasil. Na média mensal, o montante chega a R$ 506 mil.
As verbas ditas “indenizatórias” são um estipêndio mensal a que cada vereador tem direito, alegadamente para custear atividades parlamentares. Ao apresentar comprovação das despesas, o parlamentar é reembolsado.
Os dados indicam ainda que mais de metade dos R$ 7,5 milhões gastos (R$ 4,4 milhões) pela Câmara Municipal paulistana em “indenizações” entre agosto de 2007 e outubro de 2008 está no grupo “Consultorias/Divulgação”.
Segundo o projeto, a Câmara já conta com diversos servidores — o que poderia tornar dispensável a contratação de consultores. No que diz respeito à “Divulgação”, a Casa tem uma boa estrutura de Comunicação (conta até com uma TV), que já divulga as atividades dos vereadores.
Os três maiores “gastadores” — Edivaldo Estima - PPS (197.355,-), Myryam Athie PDT (196.000,-) e Beto Custódio PT (195.500,-)— não continuarão na Câmara em 2009.
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